3 lições de vida que a franquia Velozes e Furiosos oferece ao cidadão comum

Nunca pare de aprender: Ainda que Harry Potter seja talvez a franquia cinematográfica mais diretamente associada ao ambiente escolar — os protagonistas são quase todos alunos, os vilões são quase todos professores, a trama se passa quase toda dentro de uma escola — é inegável que nenhum outro universo na cultura pop contemporânea incentiva tanto a educação continuada e a qualificação técnica e acadêmica quanto os — até agora — 9 filmes da série Velozes e Furiosos.

Isso porque quando você tem uma série de personagens que, em 2001, eram contrabandistas que pilotavam toyotas e hoje são hackers especializados em espionagem que comandam uma unidade de elite paramilitar a serviço do governo, com acesso a tanques, helicópteros e submarinos, a única explicação é que, entre toda a ação que vemos em cada um dos filmes, todos esses personagens se dedicaram intensamente ao estudo, ampliaram seus horizontes acadêmicos, fizeram cursos de especialização e se tornaram a melhor versão de si mesmos. E claro, malharam muito, porque nenhum curso do Coursera sozinho te faz quebrar parede no soco, eu pesquisei, não tá rolando.

Errar é humano, perdoar é foda: Mais do que sobre carros, mais do que sobre ação, mais do que sobre desrespeitar toda e qualquer lei da física, a Franquia Velozes e Furiosos é sobre perdão. O cara tentou te prender e atirou em você? Vamos conversar e achar um ponto comum. O cara matou seu amigo? Se ele se arrependeu tá tudo bem. O cara trabalhou ao lado de um milionário esquisito e uma hacker sensual para acabar com a sua vida, incluindo quebrar várias paredes usando você como marreta? Bem, quem nunca, você às vezes tem uma semana difícil e sai descontando nos outros.

A realidade é que a franquia Velozes e Furioso reabilitou praticamente todos os vilões que apresentou até hoje, desde policiais que abominavam criminosos até criminosos que explodiam hospitais, mostrando que não existe discordância tão grande que não possa ser negociada, não existe erro tão imenso que não possa ser perdoado e que não existe nada no universo tão poderoso quanto o perdão. Exceto, é claro, imãs, porque aprendemos em Velozes e Furiosos 9 que imãs são poderosos pra caralho.

Nada é mais importante que a família: Através da constante e sistêmica repetição do termo família, que faz com que Velozes e Furiosos se torne, muito provavelmente ao lado de “O Rei Leão”, a obra que melhor demonstrou como a família que formamos durante a nossa vida pode ser a base de apoio e o sistema de suporte que nos permite realizar coisas que jamais imaginamos — lembrando que a história de Simba nada mais é do que uma narrativa sobre como um casal gay vegano niilista permite que uma criança cresça de maneira bem mais saudável e responsável do que a família biológica toda doida dela jamais conseguiria.

Por que o personagem de Ludacris que 8 filmes atrás vendia partes de carros usados agora consegue calcular trajetórias de foguetes espaciais de cabeça? Porque ele tem uma família. Como a personagem de Michelle Rodriguez consegue ser atropelada a 4 metros de altura, cair de costas numa capota de carro e continuar sorrindo? Porque ela sabe que pode contar com a própria família. Como Han pode ter morrido e depois voltado com a explicação mais vaga do mundo? Porque você não precisa realmente se explicar pra sua família, ela te ama como você é. Como Vin Diesel segue quebrando paredes com partes do seu corpo? Isso possivelmente é uma coisa dele mesmo, eu consigo imaginar real ele fazendo isso em casa.

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quando eu tinha 10 anos uma professora disse que eu escrevia bem. até hoje estamos lidando com as consequências desse mal-entendido

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João Luis Jr.

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